Bonjour, mes enfants obscurs
Os cabelos ruivos são um musthave no nosso meio, quase tanto quanto as longas (e preferivelmente lisas) madeixas em preto-azulado. Hoje Mme. Mean não vai discutir a legitimidade ou não dessas exigências e estereótipos. Seguindo com o programa e atendendo à solicitação de uma leitora, vamos falar sobre os cabelos através da História e, aproveitando o último post, nosso assunto hoje são os maravilhosos cabelos ruivos.
Se as mulheres ruivas, com suas peles claras e olhos azuis (vide Simone Simmons), são capazes de despertar toda a luxúria e lascívia masculina, saibam, querido(as) leitores(as) que nem sempre foi assim!
Na cultura medieval, as mulheres ruivas não eram vistas com bons olhos. Acreditava-se que os cabelos afogueados eram típicos de um comportamento intempestivo e perigoso, pouco desejável numa mulher. É provável que essa concepção derive do fato de que Caim seja representado, muitas vezes, com os cabelos ruivos. Entre os povos germânicos, havia a crença de que os ruivos estavam ligados à bruxaria, atividade que era muito mal-vista e violentamente combatida entre esses povos, a despeito do que apregoam os manuais neo-pagãos…
É no fim do reinado da Rainha Elizabeth que se generaliza a crença nas fadas como lindas mulheres dotadas de vastas cabeleiras ruivas…Por outro lado, em algumas representações Eva aparece como uma mulher ruiva, sendo este cabelo um signo do pecado.
Durante a era vitoriana, perpetuava-se a repúdia aos cabelos ruivos, que, no entanto, eram muito apreciados e largamente retratados por diversos artistas pré-rafaelitas e pelos seus “herdeiros”, os estetas. Nesse período se torna clássica a representação da mulher ruiva de pele clara e olhos verdes os azuis.
RUIVOS FAMOSOS
Napoleão Bonaparte era ruivo. Cleópatra usava henna para avermelhar suas tranças. Colombo também era ruivo, assim como William Blake, Lord Byron, Marilyn Monroe, Elizabeth I e a própria Rainha Vitória!
Observação de Mme. Mean: parece que todos eles tiveram um temperamento bastante marcado pela força de manter suas convicções e vontades, mesmo que chocantes para a época, não?
Au Revoir
Bonjour
Estamos atendendo à sugestão de uma leitora que nos pediu artigos sobre cabelos – ontem e hoje. Vamos começar com esse tema tão envolvente quanto os próprios cabelos ruivos. Tradução de um artigo da revista Morbid Outlook.
Quando pensamos nas mulheres pré-rafaelitas, por que tranças ruivas vêm tão naturalmente?
Dante Gabriel Rossetti inscreveu “A boca que foi beijada não perde seu frescor; renova-se, como o faz a lua” nas costas do quadro Bocca Baciata. A modelo que pousou para este bem conhecido quadro era Fanny Cornforth, nascida Sarah Cox, nos arredores de Londres, em 1824.
Para mim, Fanny é a representação da ruiva ideal. Ela trocou o interior pela excitação e pelo brilho de Londres. Era confiante e levava uma vida sexual avantgarde, sem se importar com os boatos de sua vida como prostituta, comum e controversa para a sociedade da época. Contudo, não era “boa sociedade” que ela procurava, mas a companhia de boêmios, jovens artistas cheios de vigor desafiando os movimentos artísticos da época. Londres no século XIX era um centro de atividades sociais e historicamente, é o preíodo da Irmandade Pré-Rafaelita, uma fraternidade de pintores, poetas e críticos que reagiam violentamente às convenções vitorianas de arte, produzindo trabalhos românticos e mitológicos.
Vivaz e audaz, Fanny adorava proteger e adular seus jovens amigos artistas em troca de seus favores e presentes. Com a ajuda deles, ela pôde criar um refúgio para os artistas e fez uma bela vida pra si em Londres, sem mencionar a notoriedade que ela indubitavelmente criou para si mesma lá. Ela eventualmente posava para Rossetti. Diz-se que ela chamou a atenção dele pela primeira vez atirando nozes no pintos em Cremhorne Gardens.
Gosto de imaginar que ele viu em seu longo cabelo vermelho e em sua personalidade única o símbolo de uma mulher livre de todas as convenções e inibições. Pouco se sabe sobre Fanny. Informações sobre sua vida são esparsas, então ela permanece enigmática como em muitos quadros de Rossetti: uma mulher sexualmente realizada, cheia de mistério, desacorrentada das expectativas da sociedade. Poucas informações restaram sobre o relacionamento dos dois, apenas sabe-se que ela permaneceu como companheira e governanta de Rossetti na velhice.
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O segundo conselho é usar shampoo e condionador que ajudem a manter a cor nos fios. Sempre escolha esta dupla num tom mais claro se você não encontrar o tom exato. Este é o produto que você mais vai usar e se for mais escuro, você vai ter a cor distorcida. é fácil encontra este tipo de produtos em farmácias, drogarias e lojas de produtos de beleza.
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Meus queridos, o texto original é beeem maior do que isso e optei por fatiá-lo na tradução porque, em muitas passagens, fala-se sobre produtos e estabelecimentos que não existem fora de Europa e que, portanto, seria informações inúteis para nós. Agora vamos aos conselhos práticos.
Escolhendo a tinta e o salão
Esse é o cuidado fundamental. Quando for a um salão, procure por algum que seja recomendado e embora preço alto não seja necessariamente sinônimo de qualidade, desconfie dos estabelecimentos muito baratos e acanhados demais. Procure saber qual é a formação do profissional e chegue as referências.
Antes de qualquer processo químico, o profissional deverá checar a resistência e elasticidade dos fios do seu cabelo, para assegurar que a tintura não vire uma verdade caca. Depois disso, vocês conversarão sobre o tom que você quer alcançar e como será feito o processo. Um bom salão tem uma boa carta de cores. Para as tinturas com amônia, recomendo as da Itallian Color. Mas, se você não quer apelar para uma química tão drástica, pode usar as tintas da Natucor, que trabalha com pigmentos naturais e hoje já vem em cores berrantes como azul e roxo. ATENÇÃO: para a Natucor, você precisa ter cabelos virgens ou então claros, porque, sendo naturais, as tinturas dessa marca não clareiam o cabelo.
Em Florianópolis, eu recomendo o SALÃO EXXITU’S, que fica no Jardim Atlântico. Não só conheço o trabalho, como sou cliente (e minha mãe também) e eles são muito competentes e bem treinados. O telefone deles é 3348-2246.
CUIDANDO DO CABELO
Eu já fui ruiva um dia, crianças, então vou passar um pouco da minha experiência. A linha da SEDA para cabelos vermelhos é boa e tem preços acessíveis, podendo ser usada diariamente. Outra linha muito boa é a da DOVE.
Em qualquer loja de cosméticos você pode encontrar sachês de tratamento de choque, que são bastante simples de ser usados e você pode fazer sozinho(a). Dependendo do estado do seu cabelo, é aconselhável utilizar um sachê desses por semana.
Nunca lave seu cabelo com água quente. Isso destrói os fios e a raiz.
Nunca fique muito tempo sem pintar seu cabelo. Isso também danifica o fio.
É interessante fazer uma hidratação a cada 15 dias. Queratinizações também são bem-vindas. Converse com seu cabeleireiro(a).
Evite aplicar condicionador na raiz, mas capriche nas pontas, massageando o cabelo. Não é o creme, mas a massagem que faz um milagre nos fios.
Para cabelos tingidos, cujas pontas tendem a ficar quebradiças, cremes sem enxágue ou cremes para pentear são bem-vindos. Nesse caso, indico um spray da DOVE, que deixa o cabelo muito leve e macio, sem aquela aparência gordurosa que muitos cremes sem enxágüe deixam.
No geral, essas dicas valem para todos os cabelos tingidos, independente da cor escolhida.
Au Revoir





























