Bonjour, mes enfants obscurs
Falaremos hoje sobre uma peça que é símbolo de elegância e feminilidade desde os idos tempos da Roma Antiga e que hoje tem sido muito procurado por aqueles que buscam resgatar principalmente as influências vitorianas de vestuário e comportamento.
O camafeu é uma peça tradicionalmente oval que mostra o perfil de uma dama esculpido em alto-relevo. Era usado tanto como pingente quanto, já durante a Era Vitoriana, como broche nas comportadas golas, em brincos, anéis, adornos para o cabelo e até mesmo pentes. Tornou-se um símbolo do recato feminino e da estética de uma época, ao lado dos espartilhos apertados e das saias volumosas.
O camafeu retorna com a revalorização da estética do século XIX, mas de maneira um pouco diferente. Os materiais tradicionais – como ágata e conchas- são trocados por materiais sintéticos, não tão duráveis, porém mais leves e baratos. A forma mais comum de camafeu são os broches, disponíveis em lojas de bijuterias em diversas faixas de preço e tipos de trabalho. Alguns são simples, outros vêm adornados com strass. Há peças em prata, ouro, níquel, envelhecidas…
No meio, digamos, obscuro o camafeu vem à tona também em forma de gargantilhas. É razoavelmente difícil encontrar essas peças em sites brasileiros, mas como um pouco de esforço você mesm@ pode montar, com tiras de veludo, cola universal, criatividade e paciência…
Para fazer sentido, a gargantilha pede um certo decote e se você não se sente à vontade com ele, invista em camisas com jabots (aqueles babados de tecido, sabe?) e feche no pescoço com um broche de camafeu. Essa combinação vai muito bem com um corset underbust e saia longa ou midi.
Use e a abuse dos camafeus para conferir um ar aristocrático à sua produção.
Au Revoir





























