Bonjour, mes enfants obscurs
Finalmente retornando à vida normal, venho falar de uma das poucas modas contemporâneas que parece ter pego entre o público dark, embora de maneira duvidosas: as famigeradas sandálias gladiador.

Tudo bem, elas até podem ser bonitinhas quando confeccionadas em materiais como verniz, mas são uma daquelas peças extremamente complicadas, com design perfeito para mulheres irreais. O tipo de trama dessas sandálias não favorece em absolutamente nada o biotipo brasileiro, que está longe daquelas sílfides européis com pernas da grossura um palito de churrasco…
No entanto, nos três últimos eventos que participei em Floripa, vi uma série de mulheres de pernas grossas e curtas desfilando por aí com as sandálias gladiador do modelo rasteiro (as de salto até poderiam não ser tão desastrosas). O resultado isso é que elas parecem mais gordinhas e mais baixas, o que certamente não era a sua intenção. Meninas, por favor, uma sandália gladiador não transforma ninguém na Cristina Scabbia (que foi a responsável indireta por essa onda)

Vocês sabem que eu não sou contra adaptar o que está disponível nas lojas dentro do nosso estilo incomum, desde que isso seja feito com o mínimo de bom senso. Se você é um pouco gordinha e não consegue imaginar a sua vida sem uma sandália dessas, prefira os modelos de salto alto e cano curto – e, por favor, SEM VESTIDINHOS DE MALHA! Um bom exemplo de um modelo coringa de gladiadoras é essa aqui e mesmo para as mais magras, aconselho fugir das de cano longo, sob pena de vulgarizar o look.

Au Revoir

Fundado no Natal de 1985 na cidade norueguesa de Tromsö, o grupo Bel Canto foi um dos que me conquistou na audição de “fitinhas premiadas”…Já explico… O meu interesse por música ethereal e darkwave surgiu junto com o advento da internet, nas famosas listas de discussão ou news groups. Antes disso conhecia apenas Cocteau Twins e Dead Can Dance, o que, convenhamos, já é um bom começo…Mas com a internet e os grupos de discussão as possibilidades aumentaram consideravelmente.
Em uma lista sobre música dos anos 80 da qual participava havia uma brincadeira muito legal em que os participantes no final do ano, em uma espécie de amigo secreto, trocavam fitinhas cassete (nessa época gravadora de CD ainda era luxo). Assim comecei a ganhar fitinhas, várias fitinhas, não só no Natal, mas o ano todo, de pessoas que simplesmente queriam trocar música e informação, sem maiores pretensões. E nessa leva veio uma coletânea muito bacana de música ethereal que recebi de um amigo de Belém (de quem nunca mais tive notícias). Na “ethereal tape” além de Cocteau Twins, vinha Delerium, sToa, Attrition, Black tape for a blue girl, e, é claro Bel Canto.
Estava com planos de escrever sobre outros grupos antes desse, mas os noruegueses acabaram furando a fila por causa de um outro presentinho, desta vez vindo do Canadá. Simplesmente chegou do correio um pacote com CDs para o meu marido e dentro da caixa surpresa havia justamente um CD do Bel Canto. Como nunca consegui encontrar nada deles para comprar aqui foi uma felicidade, meu primeiro CD do Bel Canto e a oportunidade de matar de vez as saudades (a fitinha arrebentou de tanto tocar). Enfim, esse intróito é para que saibam que a inspiração para essa coluna vem de coincidências felizes. Espero que gostem e (assim como eu) também se apaixonem pelo “Brilho, Calor e Esplendor” do Bel Canto.
Conhecida como um dos mais influentes grupos eletrônicos da terra de Ibsen, o Bel Canto teve em sua primeira formação a participação da vocalista Anneli Marian Drecker, Nils Johansen (guitarra, flauta, violino, teclado e programação) e Geir “Biosphere” Jenssen (programação e composição). O som da banda mistura elementos da música eletrônica, ambient e world music às influências neoclássicas, utilizando uma ampla variedade de instrumentos folclóricos e orquestrais, além de computadores, sintetizadores e equipamentos eletrônicos; produzindo como resultado um som pop ao mesmo tempo moderno e sofisticado. Uma influência cara à banda é sem dúvida o grupo Cocteau Twins. Devido ao belo vocal de Anelli e também ao tipo de instrumentalização utilizada o Bel Canto já foi muitas vezes comparado a eles, e também ao Dead Can Dance. Outra referência marcante no grupo é o estilo experimental de Brian Eno. Também não podemos deixar de falar da influência que a cultura Sami (cultura nativa de alguns povos da região circumpolar) exerce sobre o grupo, aqui o sentido de resgate das raízes fica mais evidente. E apesar da instrumentalização e estrutura das canções do Bel Canto ter características modernas pode-se perceber a presença de elementos da cultura tradicional Sami na temática abordada, no uso de alguns instrumentos como a flauta tradicional e mesmo nas letras e na melodização das canções.
Pioneiros da cena ambient e eletrônica norueguesa, Anneli, Nils Johansen e Geir Jenssen percebiam desde o início a necessidade de produzir um trabalho que resgatasse acima de tudo suas raízes nórdicas. Assim não é raro que as composições do grupo tenham como principal inspiração os fiordes da gélida Noruega e o frio polar, e que suas melodias também soem claras e perfeitas como se fossem, de fato, pequenos cristais de gelo. O que fez com que o grupo ao longo da sua brilhante carreira arrebanhasse fãs dentro e fora da Noruega, além de críticas positivas de seu trabalho em vários países e convites para apresentações em todo mundo.
Anneli e Nils-OlavConhecida como um dos mais influentes grupos eletrônicos da terra de Ibsen, o Bel Canto teve em sua primeira formação a participação da vocalista Anneli Marian Drecker, Nils Johansen (guitarra, flauta, violino, teclado e programação) e Geir “Biosphere” Jenssen (programação e composição). O som da banda mistura elementos da música eletrônica, ambient e world music às influências neoclássicas, utilizando uma ampla variedade de instrumentos folclóricos e orquestrais, além de computadores, sintetizadores e equipamentos eletrônicos; produzindo como resultado um som pop ao mesmo tempo moderno e sofisticado. Uma influência cara à banda é sem dúvida o grupo Cocteau Twins. Devido ao belo vocal de Anelli e também ao tipo de instrumentalização utilizada o Bel Canto já foi muitas vezes comparado a eles, e também ao Dead Can Dance. Outra referência marcante no grupo é o estilo experimental de Brian Eno. Também não podemos deixar de falar da influência que a cultura Sami (cultura nativa de alguns povos da região circumpolar) exerce sobre o grupo, aqui o sentido de resgate das raízes fica mais evidente. E apesar da instrumentalização e estrutura das canções do Bel Canto ter características modernas pode-se perceber a presença de elementos da cultura tradicional Sami na temática abordada, no uso de alguns instrumentos como a flauta tradicional e mesmo nas letras e na melodização das canções.
Pioneiros da cena ambient e eletrônica norueguesa, Anneli, Nils Johansen e Geir Jenssen percebiam desde o início a necessidade de produzir um trabalho que resgatasse acima de tudo suas raízes nórdicas. Assim não é raro que as composições do grupo tenham como principal inspiração os fiordes da gélida Noruega e o frio polar, e que suas melodias também soem claras e perfeitas como se fossem, de fato, pequenos cristais de gelo. O que fez com que o grupo ao longo da sua brilhante carreira arrebanhasse fãs dentro e fora da Noruega, além de críticas positivas de seu trabalho em vários países e convites para apresentações em todo mundo.
White-out conditionsAssim de tanto se cruzar nos estúdios e boates da cena eletrônica de Tromsö, os três decidiram trabalhar juntos e produzir um trabalho do jeito que sempre sonharam. O título do álbum de estréia não poderia ser mais explicito: “White-out Conditions”. O disco foi lançado pela gravadora independente belga Cramed Records, dedicada à música eletrônica e world music (e que tem atualmente em seu elenco a cantora brasileira Bebel Gilberto), e que até hoje é o lar do Bel Canto e de várias outras bandas européias alternativas de ambient e eletrônico. O contrato com a gravadora surgiu graças à iniciativa dos membros do grupo em distribuir suas fitinhas demo e dos contatos que já possuíam no meio musical. Assim, os três foram morar em Bruxelas para dar início à gravação de seu primeiro disco nos estúdios da Cramed. White-out Conditions é um trabalho que traz como elemento principal de inspiração a bela paisagem nórdica. Na arte da capa uma foto fumarenta de um fiorde e o rosto de Anneli refletindo a luz difusa que atravessa uma camada translúcida de gelo. Na instrumentalização comparecem baixo, violoncelo, flauta (participação de Marc Hollander), bandolim, e, é claro, computadores; acompanhando a voz celestial de Anneli, perfeita nos vocais que soam quentes e sensuais, contrastando com os temas gélidos do disco. Nils Johansen e Geir Jenssen são os responsáveis pela criação de texturas sonoras atmosféricas glaciais de White-out conditions
e constroem melodias trabalhadas que acompanham as letras simples e um pouco ingênuas.
Aqui merecem destaque as canções ”Without”, “Upland” e a faixa título. “Without” possui uma instrumentalização que inicia delicada com o som metálico do sintetizador que vai ganhando contornos poderosos à medida que a voz sussurrante de Anelli vai crescendo, alcançando um tom dramático e arrebatador. “Upland” têm mais de sete minutos e apresenta um brilhante trabalho de progressão melódica e o uso equilibrado de elementos eletrônicos e vocais produzindo um resultado surpreendente na construção de uma atmosfera hipnótica. A faixa título “White-out Conditions” é poderosa e arrebatadora, sendo em conjunto com “Agassiz” , a canção que mais revela as influências étnicas do grupo.
Lançado em 1987 White-out Conditions mostra a habilidade e integração entre os membros do grupo. Além de uma prova concreta da possibilidade em se fazer uma proposta moderna resgatando as tradições. O ponto fraco do álbum de estréia é, sem dúvida, as letras, que precisavam amadurecer mais. Contudo, não podemos esquecer que na época os membros da banda não passavam de adolescentes e tinham entre 16 e 17 anos.
Passar-se-iam três anos antes do lançamento de um outro álbum. Nesse hiato, se dedicaram a divulgar seu último trabalho participando de turnês na Europa e países nórdicos com outros grupos eletrônicos da cena norueguesa. O álbum alcançaria tal repercussão no meio alternativo que o grupo foi convidado para uma turnê internacional pelo Japão e Canadá. O disco foi, inclusive, lançado nesses dois países, em 1988.
In Your SystemDurante esse período de pausa do Bel Canto, seus membros se dedicaram a outros projetos e participações especiais em trabalhos de amigos. Anneli emprestou seus vocais a várias gravações de estilos diferentes. Entre estes projetos está o lançamento do primeiro trabalho solo de Geir Jenssen, o EP In Your System, que saiu em 1989. Nesse disco, além dos vocais, Anneli é co-autora das composições e assina com o nome de Lilith. Geir Jenssen por sua vez assina o trabalho com o nome de “Bleep”. É importante destacar que no meio eletrônico a adoção de diferentes alcunhas é algo bastante comum. Paralelamente, ela participaria ainda dos projetos da dupla Birnbach & Lew e do japonês Tsunematsu Matsui, ambos ligados à música eletrônica e lançados no produtivo ano de 1989.
Birds of PassageO segundo álbum saiu em 1990 e chamou-se Birds of Passage, e contou novamente com uma instrumentalização rica e pouco usual, trazendo sons de flugelhorn, violinos e dúzias de outros instrumentos. São nada menos que seis músicos convidados além da inclusão de várias sessões de cordas e vários tipos diferentes de percussão.
A primeira faixa “Intravenous” é objeto de uma pequena polêmica, pois o Bel Canto chegou a ser acusado pela crítica de ter copiado o grupo inglês Depeche Mode.
A faixa “The Glassmaker” poderia muito bem ter sido gravada pelo Cocteau Twins, e a voz de Anneli nesta música soa parecidíssima a de Liz Fraser, não tanto no timbre mas especialmente na maneira de cantar, e também pela letra repleta de frases ininteligíveis.
Nils Johansen faz um dueto com Anneli na canção “Time Without End” praticamente declamando-a de forma sussurrada e monótona sendo acompanhados apenas por um sintetizador, a seguir acrescentasse uma bela sessão de cordas e metais, dando bastante vigor a um final inesperado.
Em relação ao trabalho anterior pode-se dizer que, de fato, houve um desenvolvimento do grupo, principalmente no que se refere à instrumentalização. As faixas do álbum soam bem mais complexas. E, apesar da variedade de sonoridades empregadas, as canções soam limpas e brilhantes, sem exageros, mostrando as raízes ecléticas do grupo. E mesmo contando com a presença de vários músicos convidados, curiosamente, este é um dos trabalhos mais coesos da banda.
Gilles Martin foi convidado para co-produzir o disco, apesar de seu nome estar nos créditos apenas como “stardust”.
Jenssen como Este foi o último disco do Bel Canto a contar com a participação de Geir Jenssen, que passaria a se dedicar à carreira solo.
Sua saída do grupo teria sido provocada por desentendimentos com Nils, o que não é confirmado por nenhum dos dois. Há rumores de que se trataria de problemas mais financeiros que artísticos, visto que Nils Johansen sempre cuidara dos negócios do grupo. Entretanto, é notório que Jenssen ainda hoje guarda uma certa mágoa de sua saída do Bel Canto. Porém, também, é verdade que sua amizade com Anneli Drecker nunca se rompeu, tanto que, a exemplo do que ocorreu no primeiro trabalho solo de Jenssen, ela igualmente participou nos vocais e composições de Northpole By Submarine (segundo trabalho de Jenssen), mais uma vez assinando como Lilith. Nesse álbum Jenssen adotou igualmente o nome artístico de “Bleep”. Hoje em dia Geir Jenssen é mais conhecido no meio eletrônico pela alcunha de “Biosphere”, nome com o qual gravou seus mais significativos trabalhos solo: Microgravity, Polar Sequences e Substrata.
Assim, o trio Bel Canto se tornou um duo, formação que permanece até hoje, apesar de contarem constantemente com a presença de músicos e programadores convidados, função em que Jenssen antes se destacava. Entre os músicos sempre convidados para participar do grupo estão Andreas Eriksen, Torbjørn Brundtland e Kirsti Nytstumo.
A saída de Geir Jenssen indiscutivelmente privou o Bel Canto de sua face mais pesada e obscura, e, que servia de contrapeso à suavidade e leveza do estilo de Anneli, e mesmo de Nils.
Shimmering, Warm and BrightShimmering, Warm and Bright, lançado em 1992, já sem a presença de Geir, é um álbum que possui a mesma qualidade de seus precedentes. Embora possua um ritmo mais orgânico e menos carga dramática, é, sem dúvida, um trabalho que apresenta mais leveza sonora que os anteriores. A dupla parece apostar em uma musicalidade mais tradicional. Na verdade há uma perfeita e equilibrada oscilação entre a tecnologia moderna e os sons do passado. Os arranjos de inspiração folk estão mais presentes do que nunca e o uso de instrumentos acústicos, da guitarra, percussão e eletrônica de forma mais tradicional fazem lembrar novamente o Cocteau Twins e um pouco também o The Cure, principalmente na faixa título. Vale destacar que a voz de Anneli está cada vez melhor.
Ao lançamento do álbum seguiu-se uma turnê pela Europa e Estados Unidos, onde a banda apresentou-se no Roxy Theatre, em Atlanta.
Music ChannelEm 1995 Anneli e Nils Johansen participaram de um projeto do Music Channel que unia músicos noruegueses, palestinos e israelenses em um único grupo multi-cultural. O objetivo do projeto era promover a paz entre palestinos e israelenses baseado em uma proposta que mostrasse o quanto a música poderia contribuir para unir os diferentes povos. O projeto inovou pela criatividade, e produziu um disco que misturava as diferentes influências culturais dos músicos participantes, apresentando uma riqueza e variedade sonora que possuíam, ainda assim, uma unidade, mostrando que a música é de fato uma linguagem universal. O projeto uniu oito músicos: Yair Dalal, Anneli Drecker, Andreas Eriksen, Nils Johansen, Kirsti Nyutstumo, Eyal Selah, Saed Sweiti e Jowad Al Tamimie. O disco foi produzido por Sigbjørn Nedland e sua gravação levou aproximadamente duas semanas, seguindo-se uma apresentação em Oslo e uma visita a Israel e Palestina.
Um fato curioso ocorreu em Oslo onde os membros do Bel Canto e os demais músicos do projeto se apresentaram. Quando o show se iniciou o público começou a gritar “Bel Canto” e Anneli indignada, por achar que seria uma falta de consideração aos músicos estrangeiros, subindo ao palco respondeu: “Canto, can eight” (Can two, can eight, podem dois, podem oito, em referência
aos oito músicos do projeto).
Anneli fala um pouco sobre sua participação no projeto e como foi sua visita a Israel e Palestina.
“Políticos são bons em criar e assinar tratados de paz, mas é preciso conseguir paz de verdade. A cultura é importante, e a música é a melhor ferramenta cultural no que se refere a promover a união entre povos e quebrar barreiras. No início do projeto, eu e Nils Johansen viajamos com Sigbjørn Nedland a Israel e a Palestina. Um dia depois, do qual nós havíamos estado em um café em Jerusalém, o lugar foi bombardeado pelos extremistas palestinos do Hamas. Assim nós começamos a sentir realmente a gravidade do conflito. Nós estávamos acostumados a imaginar o Oriente Médio como uma terra incrivelmente longínqua, e agora toda aquela areia do deserto e aquela guerra transformaram-se de repente em uma parte de nossa realidade também. A explosão do café era supostamente um atentado de protesto contra o tratado de paz assinado entre israelenses e palestinos.”
A impressão de Anneli sobre a gravidade do conflito e a superficialidade de tratados que só ficam no papel estava mais que correta, visto que, no mesmo ano em novembro, era assassinado, a tiros, em Tel Aviv, Izhak Rabin, o primeiro-ministro de Israel. Mostrando que o conflito, que atualmente ainda prossegue, estava longe de terminar.
Logo após o término do projeto Anneli tirou “férias” e resolveu iniciar um curso de pintura em Oslo, o qual ela só interrompeu para começar os trabalhos de gravação do quarto álbum da banda. A pintura, especialmente a de estilo naïf, aliás é um hobby que a cantora ainda conserva, apesar do pouco tempo que possui para se dedicar a isso.
Magic BoxEm 1996 surge o álbum Magic Box. Para esse trabalho curiosamente mais uma coincidência entre o Bel Canto e o Depeche Mode: a presença dos músicos BJ Cole (guitarrista que já trabalhou com T. Rex, Elton John, Verve e Björk) e Jaki Liebzeit (baterista do Can nos anos 70). Entretanto, agora se alguém copiou alguém, com certeza não foi o Bel Canto, pois o disco do Depeche Mode foi liberado apenas em 1997. Sobre a coincidência Nils declara: “Eu sei, era muito interessante ver que tinham escolhido também Jaki e BJ Cole. Mas o mundo da música é muito pequeno… Jah Wobble (P.I.L.) apresentou-nos estes músicos. Talvez o Depeche tenha ouvido nosso disco e quis seguir nossos passos, ou pelo menos é o que eu prefiro pensar, naturalmente.“
Fora a presença de Cole e Liebzeit, também participou do álbum, ainda, que em apenas uma canção, o baixista Jah Wobble. Novamente o disco é enriquecido pelas colaborações dos músicos convidados. Também se fazem sentir influências do projeto Music Channel, pois algumas faixas como “Bombay” trazem uma nítida sonoridade oriental, “In Zenith” apresenta referências à música árabe, adornada pelo belo trabalho de violino de Nils Johansen, que soa particularmente inspirado. Além das influências musicais orientais se nota na forma de cantar de Anneli, algumas referências ao rap e ao hip-hop. O disco foi lançado pela gravadora Atlantic/Lava, o que infelizmente trouxe problemas ao grupo, pois contando com poucos recursos a Atlantic/Lava não investiu sequer o essencial para a divulgação do trabalho deixando o grupo a ver navios. Com o fechamento do selo entretanto o Bel Canto recuperou os direitos sobre o disco.
Após as gravações de Magic Box iniciaram uma turnê norueguesa e lançaram o single “Rumour” para o qual gravaram um vídeo. Aqui vale destacar a influência do curso de pintura de Anneli, pois a estética do vídeo é de inspiração naïf. No final do ano, a vocalista faz uma pequena pausa em decorrência da gravidez. Até pensa em retomar a pintura nesse pequeno intervalo, mas considera que “terebentina e leite de peito não fazem uma boa combinação”, assim adia mais uma vez sua volta à pintura.
RushImagesEm 1998 sai Rush, o quinto álbum do grupo. O disco saiu na Noruega com esse título e foi relançado no resto da Europa em 1999 com o título de Images e com uma capa diferente, apesar de ser o mesmo álbum. O que talvez explique essa mudança da gravadora Sony/Saint George seja o fato da faixa “Images” ter alcançado maior destaque nesses países.
Images/Rush foi gravado em estúdio próprio do grupo, sendo esse um dos possíveis motivos da volta às origens da banda. Este é um trabalho, em que, ao contrário dos outros, músicos convidados não aparecem.
Nils Johansen explica o porquê da mudança “Eu penso que nós necessitávamos trabalhar de maneira diferente, nos isolando um pouco. Nesse trabalho nós usamos computadores mais do que nunca. Você pode gastar mais tempo em uma gravação quando se tem um estúdio próprio, mas a maior parte do trabalho foi feita na frente da tela do computador. Quando você trabalha com músicos convidados você perde um pouco o controle das coisas e nem tudo sai como se quer. O objetivo da mudança foi justamente fazer um trabalho mais a nosso gosto, em que tivéssemos todo o controle, e ficasse do jeito que queríamos.”
Retrospect Em 2000 saí a primeira coletânea do grupo chamada Retrospect, lançada em duas versões, ambas pela WEA. Uma dupla e uma simples. A versão dupla trazia 11 faixas a mais, todas eram versões demo e lados B.
Tundra enquanto a coletânea era lançada, Anneli Drecker produzia seu primeiro disco solo chamado Tundra (palavra de origem Sami que descreve um tipo de vegetação local) e foi, originalmente, lançado na Noruega em 2000 e mundialmente apenas em 2003. Antes de iniciar a turnê de promoção do álbum, Anneli aceitou um convite de Simon Raymonde (Cocteau Twins) para gravarem uma cover de “Morning Glory”, que foi lançada em single em setembro do mesmo ano e que também saiu em uma coletânea tributo a Tim Buckley.
Outra participação em coletânea, que aconteceria no mesmo ano, foi de um tributo a Bob Marley, onde Anneli fez uma versão cover de “Is This Love”. Após a gravação com Raymonde, Anneli realizou uma turnê pela Noruega que durou de março a outubro, sendo, a seguir, convidada a participar da turnê “Minor Earth” do grupo A-ha pelo Japão e Alemanha. As parcerias com o A-ha aconteceriam em várias outras oportunidades, como no show especial em Oslo que deu origem ao DVD Homecoming Live at Vallhall, Oslo, lançado em 2001.
Durante o ano de 2001 o Bel Canto realizou vários shows na Noruega e também em vários outros países como Rússia, Estônia, Alemanha, Suíça e, inclusive, no Brasil, onde fizeram uma apresentação especial em Salvador no dia 02 de novembro, participando de um evento sobre AIDS.
Dorothy’s VictoryEm dezembro iniciam a gravação do novo disco Dorothy’s Victory.
O ano de 2002 também foi agitado para o Bel Canto, começando pelo lançamento norueguês de Dorothy’s Victory (lançado mundialmente em 2003), o mais recente trabalho do grupo, que contou com produção de Espen Berg e Torbjørn Brundtland do grupo Röyksopp (que foi em seu início apadrinhado por Geir Jenssen ex-membro do Bel Canto). Geir Jenssen, além de dar apoio ao Röyksopp no começo da carreira, também era membro eventual do grupo.
A partir da primeira faixa “Foolish Ship” tem-se a impressão de que se está ouvindo um disco do This Mortal Coil. O clima do disco segue oscilando entre a ingenuidade e a quietude. Apresenta um estilo mais pop, em faixas como “You Rock My World” e “Dorothy’s Victory”. O disco possui um som mais limpo e sem os excessos sonoros e instrumentais freqüentemente bem-vindos em suas produções anteriores. A sonoridade é mais simples e também mais acessível. O que talvez explique o porquê deste álbum ter alcançado maior divulgação fora da Noruega.
Embora o Bel Canto fosse uma banda reconhecida e respeitada no norte da Europa, e, em especial no seu país de origem, raramente seus lançamentos tiveram êxito fora desse círculo. Este álbum, de apelo mais comercial torn
ou o grupo Bel Canto sem dúvida mais conhecido, embora de forma tímida, considerando a qualidade e o potencial do grupo.
Em março de 2002 Anneli Drecker faz alguns shows, em que canta com o grupo Grace, um trio que contava com a participação de Anneli Drecker (vocal), Jan Bang (sintetizador e samplers) e Ketil Bjørnstad (piano e composição). E também se apresentou com Jon Balke e seu Decennium Magnetic at Vossajazz.
Neste mesmo ano Drecker participou da gravação do disco Lifelines do A-ha cantando em duas faixas (“Lifelines” e “Turn the Lights Down”). Também atuou na turnê de mesmo nome. Durante as apresentações ela fez um dueto com Morten em “Turn the Lights Down” e “Crying in the Rain”, e em alguns grandes shows ela cantou “Dark is the Night for All” sozinha. Essa turnê também veio até o Brasil contando com sua presença.
Sendo uma artista popular, Anneli recebeu muitos pedidos para atuar em vários eventos e, às vezes, teve problemas para marcar as datas da turnê com o A-ha. Ela não acompanhou o trio em Moscou e Minsk porque estava se apresentando em seu trabalho particular Memorium no “Festival of North Norway”; depois, no show em Wembley, ela foi obrigada a ir para o Egito para tocar na cerimônia de abertura da biblioteca em Alexandria, e assim ficou de fora dos grandes shows em Birmingham, Glasgow e Dublin.
Vajas
À partir de 2004 Nils começou também a integrar o grupo Vajas, que igualmente busca resgatar as tradições da música folclórica norueguesa associando-a ao estilo contemporâneo com toques de ambient e eletrônica.
Apesar do vários projetos paralelos, é importante destacar que o Bel Canto continua as suas atividades. No início do ano de 2004 o grupo foi convidado pela gravadora Samadhi Musik do México para uma apresentação no Salon 21, além de um show especial na embaixada da Noruega no país. Johansen e Drecker têm uma agenda de shows para o ano todo, Anneli como cantora solo e Johansen com o Vajas.
Bel Canto apresentando-se no México no início de 2004 Quem quiser mais informações sobre os trabalhos do Bel Canto e projetos de seus membros, pode visitar o completíssimo fã site da vocalista do grupo no endereço http://www.annelidrecker.com. Onde aliás busquei fontes para essa matéria.
Uma outra fonte muito boa para consultas é o site do grupo Vajas no endereço http://vajas.info/ onde além de detalhes sobre este interessante projeto de Nils Johansen também é possível saber mais informações sobre a música folclórica nórdica.
Por Beatrix Algrave
DOWNLOADS
Bel Canto – Birds Of Passage
1.Intravenous
2.Birds of passage
3.The glassmaker
4.A shoulder to the wheel
5.Time without end
6.Oyster
7.Continuum
8.Dewy fields
9.The suffering
10.Picnic on the moon
11.Look 3
Bel Canto – Magic Box
1. The magic box 1
2. In zenith
3. Freelunch in the jungle
4. Rumour
5. Sleepwalker
6. Bombay
7. Paradise
8. Didn’t you know it?
9. Big belly butterfly
10. Kiss of spring
11. The magic box 2
Bel Canto – Shimmering, Warm & Bright
1. Unicorn
2. Summer
3. Die Geschichte Einer Mutter
4. Waking will
5. Shimmering, Warm and Bright
6. Sleep in deep
7. Buthania (Instrumental)
8. Le Temps dégagé
9. Spiderdust
10. Mornixuur
Bel Canto – White-out Conditions
01 – Blank Sheets
02 – Dreaming Girl
03 – Without You
04 – Capio
05 – Agassiz
06 – Kloeberdanz
07 – White-Out Conditions
08 – Baltic Ice-Breaker
09 – Upland
10 – Chaideinoi
Password: www.musicground.com.br
Nascido em 1939 em New York, EUA, Joel-Peter Witkin ficou conhecido por seu trabalho fotográfico marcante, misturando corpos defeituosos com símbolos sado-masoquistas, pedaços de cadáveres com ícones religiosos, tudo completado por um acabamento artesanal que transforma cada foto em peça única. Witkin começou a fotografar aos dezessete anos, quando resolveu fazer o retrato de um rabino que afirmava ter visto e conversado com Deus. Com pai judeu ortodoxo e mãe católica, a temática religiosa sempre esteve presente para Witkin. Depois do rabino visionário, foi fotografar um hermafrodita num circo de horrores de Coney Island. A fascinação foi tanta que ali ocorreu também sua primeira experiência sexual, que, evidentemente, deixaria marcas na sua obra. As referências aos clássicos da pintura estão sempre presentes nas fotos de Witkin. Ele estudou a fundo a arte religiosa, com ênfase em Giotto, e também simbolistas como Gustav Klimt e Alfred Kubin. Quando chegou a época de se alistar no exército, Witkin recebeu a missão de documentar fotograficamente as mortes acidentais ocorridas em treinamentos militares. “Cheguei a endurecer-me de tal forma em relação á morte que me alistei como fotógrafo no Vietnam. Depois de receber treinamento especial, enquanto esperava ser chamado para o front, tentei suicidar-me.” Afastado do exército, voltou à fotografia artística, formando-se Master of Arts pela Universidade do Novo México em 1976. Quando fez sua primeira exposição individual em 1980, em New York, transformou-se imediatamente em foco de atenção. Por um lado, recebeu elogios extremados pela profundidade temática de sua obra, calcada nos temas da dor e da morte e escorada por referências clássicas. Por outro, foi atacado como sensacionalista, despudorado, blasfemo e outros adjetivos menos respeitáveis. O trabalho de Witkin é detalhista…
Cada foto começa como um esboço rabiscado no papel, passa por uma difícil etapa de produção, quando os modelos e os objetos de cena são procurados, entra por uma meticulosa sessão no estúdio, e passa muitas horas no laboratório de pós-produção, com manipulação direta sobre o negativo, propositadamente maltratado com agentes químicos e ação física.
Mexican Pin Up, 1975
Indulgences Man with no Legs, 1976

Los Angeles Death, 1976

From Anonymous Atrocities, 1977

The Emperor of Japan, 1978

Mother and Child, New Mexico, 1979

Woman Breast Feeding an Ael, 1979

Carrotcake I, 1980

Arms Broken by Windows, 1980

Cadaver with Necklace, 1980

Mandan, 1981

The Prince Imperial, 1981
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Le Baisier, 1982

Woman with Severed Head, 1982

Manuel Osorio, 1982

The Bird of Quevada, 1982

The Bra of Joan Miró, New Mexico, 1982

Sanitarium, 1983

The Result of War, The Cornucopian Dog, 1984

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Poet From a Collection of Relics and Ornaments, 1986

Portrait of a Dwarf, Los Angeles, 1987

Las Meniñas, New Mexico, 1987

Amour, New Mexico, 1987

The Graces, New Mexico, 1988

Apollonia and Dominetrix Creating Pain in the Art of the West, NYC, 1988

Blind Woman with Her Blind Son, Nogales, 1989

Daphne and Apollo, Los Angeles, 1990

Studio of the Painter (Courbet), Paris, 1990

Woman Once a Bird, Los Angeles, 1990

Cupid and Centaur, 1992
Fontes:
Comunidade Carpe Tenebra
Google
O Séc. Prodigioso
No século XIX, era comum que as pessoas ao morrer fossem fotografados. Esta atividade se chama Post mortem Photos. Para parecer que as pessoas estão vivas, são armados cenários e armações de madeira para serem colocadas por baixo das roupas dos falecidos dando um aspecto natural e vivaz. E o mais “incrível” é que ainda hoje pessoas leiloam estas fotografias.
Não é o velho. É a menina no meio.
Era bastante comum fotos de bebes no caixão
FONTE: Google

Grandioso não é uma palavra suficientemente forte para descrever o modo como era conduzido um funeral vitoriano. A sociedade moderna se desligou completamente daquela pompa. Parte disso se justifica pelo fato de que a maioria das pessoas tem aversão por discutir a morte, cemitérios e cadáveres, quando, de fato, funerais e lutos sejam acontecimentos comuns e quase cotidianos. As cremações têm se tornado cada vez mais comuns devido à falta de espaço. Contudo, durante a Era Vitoriana (caracterizada como o período de reinado da Rainha Vitória sobre a Grã-Bretanha e Irlanda entre 1837 e 1901), não se poupavam despesas para um funeral adequado.
Muitas pessoas das classes baixas planejavam e poupavam dinheiro para o funeral dos filhos, porque a taxa de mortalidade era elevadíssima. Queriam assegurar que, se suas crianças não sobrevivessem, ainda assim poderiam ter um grande funeral. Ao poupar o dinheiro para estes funerais, normalmente as famílias eram privadas de muitas coisas para o seu conforto.
O cortejo fúnebre vitoriano era uma visão extraordinária. Era conduzida por várias pessoas a pé: carregadores de caixões, carruagens e pagens que se vestiam a caráter e carregavam varas. Por permanecerem muito tempo no frio, eles recebiam altas doses de gim, o que não raras vezes terminava numa conduta desordeira. Como você pode imaginar, isso desagradava profundamente a família do morto, que havia contratado o serviço para um conduta solene.
A primeira figura no cortejo era a carruagem. Era preta, com laterais de vidro, e recebia decoração em ouro e prata. Grandes penas negras recobriam o carro. Lá dentro ficava o caixão. Era brilhante e polido, com alças em metal fino. Às vezes era coberto com tecido preto, púrpura ou verde, preso ao caixão com pregos de bronze ou prata. A carruagem era preenchida com flores. Seis cavalos negros puxavam o carro e também levavam montes de penas negras sobre suas cabeças.
O restante dos carros seguia atrás da carruagem. Os homens vestiam seus trajes de luto, com fitas brocadas ao redor das cartolas. As mulheres trajavam vestidos negros de crepe, com véus e luvas negras. Traziam lenços negros junto ao rosto. Os leques de luto eram feitos de penas negras de avestruz com cabos de caso de tartaruga. Jóias de hematita então eram usadas.
O cortejo seguia desde a casa do falecido, atravessando várias ruas, até o cemitérios. Às vezes um desvio era feito para as áreas mais importantes da cidade, visando exposição máxima. Assim que o cortejo saía da cidade, todos os que estavam a pé embarcavam nos coches e seguia-se a ritmo de trote. Às portas do cemitério os que estavam a pé desciam novamente e o cortejo reiniciava no cemitério.
O cortejo parava na capela, no centro do cemitério. Os enlutados permaneciam numa postura digna e calma ao entrar. O caixão era carregado até um suporte. No final do serviço fúnebre, o caixão era abaixado através do solo até catacumbas, ou a cerimônia terminava do lado de fora do local de sepultamento. Se a cerimônia terminasse no local de sepultamento, as mulheres de retiravam e apenas os homens permaneciam durante o enterro em si.
Um banquete era oferecido na casa do falecido; às vezes após o funeral, mas também antes, com o corpo ainda presente. Presunto, cidra, cerveja, tortas e bolos era servidos. Não só os parentes próximos, mas também os distantes estariam presentes. Enviavam-se cartões para amigos, sócios e conhecidos para convidá-los ao funeral.
Cartões de pêsames eram outra tradição, providos pelo undertaker (agente funerário). Eram impressos em preto e prata sobre branco e adornados com os símbolos tradicionais do luto, como a tocha invertida, o salso chorão, uma urna em um altar ou carpideiras ajoelhadas. Estes cartões se transformavam em um ornamento memorial Mourning cards were another tradition. Eles eram concebidos como lembranças do morto, pois o recipiente estaria pronto para receber preces pela alma do falecido. O cartão continha o nome e idade do morto, assim como a data e e local do enterro. (…)
Muitos cemitérios britânicos do século XIX foram inspirados pelo famoso Pere-la-Chaise de Paris. Até então só se viam cemitérios pequenos, ao redor de igrejas. A população estava crescendo e estes cemitérios se tornaram tão pequenos que corpos parcialmente decompostos eram desenterrados para abrir espaço para os novos. Era comum visitar cemitérios e ver corpos sendo desenterrados. Os vitorianos queriam cemitérios novos e grandes fora das cidades, para prover um lugar mais digno e higiênico para os motos. Esses cemitérios foram concebidos para serem lugares belos, onde os visitantes poderiam passar as tardes em caminhadas ou à sombra de suas árvores.
Havia uma bela variedade de monumentos funerários nos cemitérios vitorianos. Urnas tradicionais, colunas quebradas, bustos do falecidos e anjos poderiam ser encontrados ao lado de obeliscos em estilo egípcios e pirâmides. Puras e clássicas lápides ao lado de fantasias góticas. As catacumbas eram construídas abaixo das capelas, enquanto grandes mausoléus familiares se erguiam acima deles. Os pobres, contudo, ficavam restritos às tumbas comuns.
Após o sepultamento, o período de luto dependia das relações que a pessoa tinha com o morto. O luto por um cônjuge, pai ou filho durava 12 meses. Para avós, irmãos ou irmãs, seis meses eram suficientes e para tios e tias, apenas dois meses. Durante esse período a viúva deveria vestir-se completamente em crepe preto por um ano interior, e na maioria dos casos, os parentes vestiam-se de preto por aproximadamente 2/3 do luto. Após isso, a seda negra era permitida em lugar do crepe como uma lembrança do luto. O traje preto é comummente associado com o medo do retorno dos mortos. Quando cobertos de preto, pensava-se que os vivos eram invisíveis aos mortos.
Os vitorianos foram a última sociedade a verdadeiramente celebrar a morte, como fizeram os egípcios e outras culturas antes deles. Muitos cemitérios vitorianos tem sido destruídos para dar lugar a estacionamentos ou casas. Os monumentos funerários já não são tão grandes e ornamentados como antes. Um número significativo de pessoas hoje tem pouco ou nenhum contato com o cadáver devido ao crescimento das cremações. Infelizmente, ao tentar diminuir o papel da morte na nossa sociedade, damos menos valor à vida.
FONTE:
MORBID OUTLOOK: www.morbidoutlook.com
SOMBRIA ELEGÂNCIA: www.sombriaelegancia.com













































